quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Do Eros para o Ágape

O Venerável Dom Fulton Sheen em seu livro “Três para casar”, esmiuçou de maneira única e explicou cada detalhe da transição que devemos fazer do amor eros para o amor ágape.
É isso mesmo, não devemos e nem podemos separar o amor erótico do amor doação, isso porque um é caminho para o outro, não existe amor sem paixão, sem desejo e, quando falamos de paixão entre um homem e uma mulher que querem se casar, logicamente falamos de sexo já que não podemos separar a sexualidade da pessoalidade. O amor erótico é o avião que nos faz pousar no amor ágape, é o caminho que devemos trilhar para tornar o amor carnal, um amor espiritual. Em outras palavras, a carne de certa forma conduz o espírito para o espírito conduzir a carne.
Querer separar um do outro é cair em extremos. Quando colocamos o amor erótico e não estamos dispostos a dar um espaço ao sofrimento, que é onde se desenvolve o amor pleno de entrega, quando não estamos abertos aos filhos, quando não estamos dispostos a viver a castidade, nossa vida se torna a promessa da serpente no Jardim: “sereis como deuses”. Tornamos o outro um ídolo, ou seja, colocamos o estômago para guiar a alma, o prazer, as vontades, o egoísmo e isso aumenta cada dia mais a nossa sede pelo infinito aumenta e ao invés de preenchermos com o que Deus quer preencher, enchemos de lixo, esperamos apodrecer e saímos exalando o mau odor de uma vida desregrada.
Mas quando nós estamos realmente dispostos a deixar nosso egoísmo de lado e vivemos de acordo com o que o próprio Deus planejou como ciclo natural, vamos vendo que dia após dia Ele vai nos dando oportunidades de preenchermos nosso infinito com o que é infinito: Ele mesmo. Apenas Deus “É Aquele que É”.
No casamento o Eros se torna Ágape na medida em que nos abrimos aos filhos, já que os filhos transformam o amor reciprocidade em amor alteridade. Pouco a pouco o amor erótico se torna um amor religioso, isso não quer dizer que o amor entre os dois diminui, muito pelo contrário, aumenta em Deus, porque ambos vão abandonando seus pequenos ‘deuses’ e se entregando ao Verdadeiro Deus como uma só carne, isto porque Deus os dá uma parcela de responsabilidade na Obra da Criação, gerando uma nova vida.

Não viver de erotismo é transpor as barreiras de um amor por aparências exteriores para um amor que se aprofunda na pessoalidade que encarna um espírito divino. Em suma: o amor se dá pelo sofrimento, não há amor verdadeiro sem cruz, não há amor sem renúncia e disposição a se doar inteiramente.
Fonte:https://kevineger.com.br/2017/01/21/do-eros-para-o-agape/

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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