terça-feira, 24 de maio de 2016

Seminário realiza a Festa de sua padroeira

Foi celebrada nesta segunda-feira, dia 23, a celebração em louvor à Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira do Seminário Arquidiocesano, que em 2016 completa 117 anos. Diversos padres do clero concelebraram a Eucaristia, a qual foi presidida pelo Vigário Geral, Cônego Wilson Mário de Morais. O Arcebispo, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R. estava fora da Arquidiocese.
Nesta mesma celebração, os seminaristas Adilson Antônio Firmino e Carlos Cezar foram admitidos ao ministério de acólito. Após a celebração foi realizada um almoço festivo, com os padres e seminaristas encerrando a festa de Nossa Senhora Auxiliadora.
Sobre o Ministério de Acólito
A Igreja  diz que este “é instituído para ajudar o Diácono e para servir ao Sacerdote. É sua tarefa, portanto: cuidar do serviço do altar; auxiliar o Diácono e o Sacerdote nos atos litúrgicos, sobretudo na celebração da Santa Missa; distribuir, como ministro extraordinário da Sagrada Comunhão”, entre outros serviços. A eles, o seminário deseja perseverança na caminhada vocacional e que possam, cada vez mais, configurarem-se a Cristo, o Bom Pastor.
O Seminário e sua história
O Seminário Diocesano Nossa Senhora Auxiliadora teve sua fundação em 8 de setembro de 1899. Desde então, até 1927, funcionou em vários prédios da cidade e, por fim, na ala esquerda do Colégio São José. A partir de Dom Nery, bispo de Pouso Alegre, o Seminário Diocesano e o Colégio tinham um mesmo reitor, embora fossem independentes um do outro.
Na década de 1920, Dom Octávio Chagas de Miranda, bispo naquela época, decidiu construir uma sede própria para o Seminário, cuja pedra fundamental foi lançada em 29 de dezembro de 1925. Assim, a 8 de maio de 1927, com a presença dos Bispos da Província Eclesiástica de Mariana, à qual pertencia Pouso Alegre, foi solenemente inaugurado o novo edifício que abrigaria o Seminário. Tal edifício é o atual prédio do Colégio Estadual, localizado no centro da Cidade.
Em 1934, por mandato da Santa Sé, foram extintos os cursos de Filosofia e Teologia existentes no Seminário. A partir de então os seminaristas passaram a realizar seus estudos em vista do sacerdócio na cidade de Mariana-MG. Este programa perdurou até o final da década de 1970. Em 1947 o Seminário sofreu ampliação, a pedido do Visitador Apostólico Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra. Por ocasião do cinquentenário da fundação desta casa de formação religiosa, no ano de 1949, foram realizados grandes festejos, conforme noticiou o jornal “O Levita”, veículo de comunicação fundado há mais de cem anos para comunicar os acontecimentos internos da vida do Seminário e divulgá-los aos padres da Arquidiocese, bem como aos benfeitores do Seminário.
Em 1960 Dom José D’Ângelo Neto, após tomar posse da diocese, percebeu logo a necessidade de construir um novo Seminário, já sonhado por Dom Oscar de Oliveira, Administrador Apostólico da diocese, após o falecimento de Dom Octávio, em 1959. Dom José D’Ângelo mobilizou toda Diocese para construir o novo prédio do Seminário. Não foi fácil, pois na década pós Concílio Vaticano II, os Seminário brasileiros passaram por grandes provações devido à escassez de vocações, em parte ocasionada por uma má compreensão do Concílio.
Mesmo com os ventos contrários Dom José D’Ângelo conduziu a nova construção. Teve a seu lado o Cônego Foch Morais Teixeira, falecido em 1996, que assumiu a liderança dos trabalhos, já que Dom José passava seis meses de cada ano em Roma participando do Concílio Vaticano II. A igreja particular de Pouso Alegre, elevada à categoria de Arquidiocese em 1963, construiu seu novo seminário em terreno um pouco afastado do centro da cidade, numa região rural, hoje totalmente tomada por casas e comércio, no bairro São Carlos.
A inauguração da nova construção foi em junho de 1968. A partir de então os seminaristas foram transferidos para a nova casa, a fim de serem conduzidos pelo saudoso Mons. Benedito Marcílio Magalhães, já falecido. Quando, em 1991, Dom João Bergese fora nomeado arcebispo de Pouso Alegre, num de seus primeiros atos desejou promover uma reforma geral do prédio do Seminário para melhorar as instalações e adaptá-las para abrigar o futuro Instituto Teológico São José. Essa reforma teve início em 1992 e só foi concluída em 1995 no reitorato do Cônego Mauro Morais.

O Instituto Teológico, sob o patrocínio de São José, fora inaugurado por Dom Alfio Rapsarda a 21 de março de 1996.Esta data marcou a história da Arquidiocese, pois no dia da Inauguração faleceu Dom João Bergese, horas após ter visitado o tão sonhado Instituto. A glória do Seminário são os ex-alunos, os sacerdotes e os leigos que pela vida afora o dignificam pelo que são e pelo que realizam. Muitos já receberam sólida formação cristã nesta casa de Deus que há mais de um século forma homens de Deus a serviço do Evangelho.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...