terça-feira, 26 de abril de 2016

Papa atende confissões de adolescentes

Neste Ano Santo da Misericórdia, acontece em Roma, nos dias 23 e 25 de abril, o Jubileu dos Adolescentes. Mais de 60 mil se dirigiram ao Vaticano para celebrar com o Santo Padre.
Na manhã de sábado dia 23 de abril os adolescentes fizeram o seu caminho jubilar na Via da Conciliação e celebraram o Sacramento da Reconciliação. Para surpresa de todos o Papa Francisco foi um dos 150 sacerdotes que acolheram os jovens numa Praça de São Pedro transformada num grande confessionário.
Os adolescentes que foram a Roma têm idades entre os 13 e os 16 anos e são de vários países europeus. O Serviço para a Pastoral Juvenil da Diocese de Roma e o Centro Oratórios Romanos organiza o acolhimento dos adolescentes em Roma nas Paróquias, nos Institutos religiosos, nas Escolas Católicas e em outras estruturas que se disponibilizaram para o acolhimento.
Entretanto sete praças no Centro Histórico de Roma acolhem a iniciativa Tendas da Misericórdia, que contam aos jovens e aos cidadãos de Roma e do mundo alguns testemunhos sobre as obras de misericórdia espiritual e corporal.
Homilia
“O amor é a carteira de identidade do cristão, é o único ‘documento’ válido para sermos reconhecidos como discípulos de Jesus. Se este documento perde a validade e não for renovado, deixamos de ser testemunhas do Mestre”, disse o papa Francisco, na manhã deste domingo, 24, durante a missa por ocasião do Jubileu dos Adolescentes.
Francisco, que teve a homilia inspirada no mandamento de Jesus aos discípulos, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, disse aos milhares de adolescentes presentes na praça São Pedro, que amar não é fácil. “É exigente e requer esforço, pois significa oferecer algo de nós mesmos: o próprio tempo, a própria amizade e as próprias capacidades. Não é o amor das novelas. É livre porque não possui”, falou.
Segundo o papa, ser livre não significa fazer aquilo que se quer. “Mas é o dom de poder escolher o bem: é livre quem procura aquilo que agrada a Deus”, acrescentou.
O papa pediu aos jovens para que não se contentem com a mediocridade, com a acomodação e para que não confiem em quem os distrai da verdadeira riqueza dizendo que a vida só é bela se possuir bens materiais. “A felicidade não tem preço, nem se comercializa. Não é um aplicativo que se baixa no celular. Nem a versão mais atualizada os ajudará a torná-los livres e grandes no amor”, alertou.
Referiu-se ao amor como dom livre de quem tem o coração aberto, como responsabilidade que dura toda a vida, como compromisso diário feito de sonhos. “Ai dos jovens que não sabem sonhar. Se um jovem dessa idade não sonha, já está aposentado”, sublinhou. Disse, ainda, que o amor não se realiza falando dele, mas o colocando em prática.
Ao concluir sua homilia, lembrou que para amar é preciso treinamento, assim como fazem os campões esportivos, com empenho e afinco. Sugeriu como programa diário desse treinamento as obras de misericórdia.

Fonte: Rádio Vaticano/ Arquidiocese de PA

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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