sexta-feira, 15 de abril de 2016

Apenas Mortais


Viver a letargia do amor,
É não viver.

Desprover-se de toda aspiração,
É não sonhar.

Reduzir ao nada as sensações,
É afogar no peito as carícias.

Liberar sentimentos em serenidade,
É dar vida ao amor sagrado.

Consagrar na virtude maior, lembranças infindas,
É perpetuar o encantamento.

Insultar um amor tão nobre que une,
É impingir falsidade no sentir.

Domar a prepotência e impulsos hostis,
É poder desfrutar da simplicidade e autenticidade da vida.

Se dermos espaço ao outro ou não,
Ainda assim, continuaremos todos,
Sendo apenas mortais.



Célia Rangel

6 comentários:

  1. Obrigada, Anderson!
    Já me tornei cadeira cativa em seu blog!
    Bênçãos e meu abraço,
    Célia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grande a nossa alegria em partilhar tanta sabedoria!
      Grande abraço!

      Excluir
  2. Que lindo ler a Célia aqui também! abraços, chica

    ResponderExcluir
  3. Gostei de ver aqui um poema da minha amiga Célia, que faz excelente poesia.
    Gostei do seu blog, caro Anderson.
    Um abraço e bom fim de semana.

    ResponderExcluir

"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...