quarta-feira, 1 de abril de 2015

Traição de Jesus por um dos Doze

Um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse: “Que me dareis se eu vos entregar Jesus?”. Combinaram trinta moedas de prata. E daí em diante, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo. No primeiro dia dos Pães sem fermento, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa? Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a ceia pascal em tua casa, junto com meus discípulos"'. Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a ceia pascal. Ao anoitecer, Jesus se pôs à mesa com os Doze. Enquanto comiam, ele disse: “Em verdade vos digo, um de vós me vai entregar". Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a perguntar-lhe: "Acaso sou eu, Senhor?" Ele respondeu: "Aquele que se serviu comigo do prato é que vai me entregar. O Filho do Homem se vai, conforme está escrito a seu respeito. Ai, porém, daquele por quem o Filho do homem é entregue! Melhor seria que tal homem nunca tivesse nascido!". Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?”. Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

Comentário


A traição de Jesus por um dos Doze
Ainda mais uma vez o tema da traição de Jesus ocupa o espaço do evangelho. O plano diabólico por parte de alguns judeus, notadamente do Sinédrio, de matar Jesus conta com a colaboração de um dos seus discípulos, Judas Iscariotes. Nos aproximadamente três anos de convívio com os seus discípulos, Jesus os conhecia muito bem, suas fraquezas e seus valores. O real motivo pelo qual Judas entrega Jesus, os evangelhos não nos dizem explicitamente. O trecho do evangelho de hoje, assim como o de João (12, 1-11), parece querer nos fazer entender se tratar de dinheiro. A ceia pascal é a ceia de despedida de Jesus, uma ceia de adeus. A ceia pascal, lugar da memória da misericórdia de Deus que fez seu povo sair da “casa da servidão” (Ex 12,1ss), é palco da revelação dramática da traição de Jesus por um dos Doze. A memória da escravidão e da libertação do Egito, parte integrante da ceia pascal, desvela o mal que ainda aprisiona o ser humano. Em face da fidelidade de Jesus ao Pai se revela, paradoxalmente, a infidelidade de Judas. À pergunta de Judas, a resposta de Jesus é intencionalmente ambígua: “Tu o dizes”. A cada um é deixada a possibilidade de julgar-se na sua relação pessoal com Jesus Cristo.
Pe. Carlos Alberto Contieri

Um comentário:

  1. Hola Anderson, que días tan tristes para Jesús y para nosotros que lo amamos...seguir al Señor esta semana es duro...perdón Señor!
    Bendecida semana!

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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