sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Todas as Religiões são equivalentes entre si?





subjetivo da Religião. Objetivamente falando, não são todas as religiões
equivalentes entre Si, pois ensinam Credos diferentes, com Códigos de Ética
diferentes (reencarnação ou não, poli­gamia ou não, divórcio ou não…). A
Igreja Católica é a única portadora da Revelação confiada por Deus aos homens.
- Subjetivamente falando, pode-se dizer que o fiel de uma religião não católica
poderá salvar-se nela, se a professar e vivenciar de coração sincero, julgando
com certeza estar no caminho reto. Deus não pede mais do que aquilo que Ele
revela e o coração do homem cândido e leal lhe pode dar.
A resposta á pergunta exige a distinção entre o as­pecto objetivo e o aspecto
* * *
Não é raro
ouvir-se que todas as religiões são boas ou são equivalentes entre Si. Afirma-se
que é preciso crer, … crer em alguma coisa, não importa em que coisa. O
sentimento religioso seria um sentimento como a honestidade, a benevolência, o
ser metódico…, sentimento que “cai bem” ou que faz bem à saúde. O
aspecto subjetivo da religiosidade prevaleceria. Ademais toda religião prega os
bons costumes e a edu­cação, de modo que não haveria por que preferir um a
outro sistema religioso.
É a esta
temática que vamos dedicar a nossa atenção.
Refletindo…
O problema
exige que distingamos o aspecto objetivo e o aspecto subjetivo da religião.
1.
     Aspecto objetivo
Não se pode
dizer que todas as religiões são equivalentes entre Si, pois não coincidem
entre si quanto ao Credo: algumas são politeístas (admitem vários deuses),
outras são panteístas (identificam a Divindade, o mundo e o homem entre si),
outras são monoteístas (professam um só Deus, distinto do mundo). Mesmo dentro
de cada tronco há correntes e variantes… Ora a verdade é uma só, de modo que,
objetivamente falan­do, haverá Credos verídicos (em grau pleno ou menos pleno)
e Credos errôneos.
Sem dúvida,
o senso religioso nato é o mesmo em todos os ho­mens. Ele tem as mesmas
expressões religiosas, independentemente do Credo que professam; por efeito de
sua religiosidade natural, todos os homens rezam, dobram os joelhos,
prostram-se por terra, levantam as mãos ao céu, e praticam as virtudes ditadas
pela Ética natural: o senso religioso ensina a não matar, não roubar, não
caluniar, não adulterar… Todavia, além dessa base natural comum a todas as
religiões, cada reli­gião tem o seu Credo, seu culto e sua Moral própria; neste
plano é que se dão as divergências: há quem creia na reencarnação e quem não a
acei­te; há quem admita o divórcio, o aborto, o homossexualismo, a guerra santa,
a poligamia… e há quem não os admita.
Em
conclusão: objetivamente falando, as religiões não são equivalentes entre si;
não são igualmente verídicas, nem são igualmente boas.
Os
católicos, a bom título, dizem que só há uma religião revelada por Deus: a que
culmina em Jesus Cristo
e se prolonga através dos séculos no Corpo de Cristo que é a Igreja confiada
por Jesus a Pedro e seus sucessores.
É o que o
Concílio do Vaticano II professa na Declaração Dignitatis Humanae n-0 1.
Professa o
Sacro Sínodo que o próprio Deus manifestou ao gêne­ro humano o caminho pelo
qual os homens, servindo a Ele, pudessem salvar-se e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que
essa única verdadei­ra Religião subsiste na Igreja católica e apostólica, a quem
o Senhor Jesus confiou a tarefa de difundi-la aos homens todos, quando disse
aos Apóstolos: “Ide pois e ensinai os povos todos, batizando-os em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a guardar tudo quanto vos
mandei” (Mt 28, 19-20). Por sua vez, estão os homens todos obriga­dos a
procurar a verdade, sobretudo aquela que diz respeito a Deus e a Sua Igreja e,
depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la)”.
Na
Constituição Lumen Gentium n°- 8 lê-se:
“Esta
é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos una, santa, católica e
apostólica (12), e que o nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, confiou a
Pedro para que ele a apascentasse (Jo 21, 17), encarregando-o, assim como aos
demais Apóstolos, de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28, 18s),
levantando-a para sempre como “coluna e esteio da verdade” (1 Tm 3,
15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste
na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão
com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de
santificação e de verdade, elementos que, na sua qualidade de dons próprios da
Igreja de
Cristo,
conduzem para a unidade católica”.
2. Aspecto
subjetivo
É fato que
nem todos os homens chegam ao conhecimento do Evangelho tal como Jesus Cristo o
pregou e continua a pregar na sua Igreja; não tem culpa disto. Todavia tem
coração reto e sincero ao seguir uma filosofia religiosa diferente do
Catolicismo: não duvidam de que es­tão professando a verdade e a ela devem
obedecer, mesmo praticando a poligamia ou crendo que a reencarnação divide os
homens em castas diferentes, que tem que sofrer (uns) ou ser inclementes
(outros). A tais pessoas Deus não pedirá contas do que não tiver revelado ou do
que tiverem ignorado sem culpa própria. Poderão salvar-se não pelo falso Credo
que professam, mas pela boa fé ou sinceridade cândida com que o professam. E o
que declara a Constituição Lumen Gentium nº  16:
“Aqueles
que ignoram sem culpa o Evangelho de Cristo e sua Igre­ja, mas buscam a Deus na
sinceridade do coração, e se esforçam, sob a ação da graça, por cumprir na vida
a sua vontade, conhecida através dos ditames da consciência, também esses podem
alcançar a salvação eter­na. Nem a Divina Providência nega os meios necessários
para a salvação aqueles que, sem culpa, ainda não chegaram ao conhecimento ex­plícito
de Deus, mas procuram com a graça divina viver retamente. De fato, tudo o que
neles há de bom e de verdadeiro, considera-o a Igreja como preparação
evangélica e dom daquele que ilumina todo homem para que afinal venha a ter
vida”.
Ou ainda a
Constituição Gaudium et Spes nº  22:
Tendo
Cristo morrido por todos e sendo uma só a vocação última do homem, isto é,
divina, devemos admitir que o Espírito Santo oferece a todos a possibilidade de
se associarem, de modo conhecido por Deus, a este mistério pascal)”.
Assim, de
um lado, fica excluído todo relativismo religioso – 0 que seria relativizar a
verdade. Doutro lado, fica excluído também todo fanatismo cego, que não leva em
conta a inocência ou a candura de quem, sem culpa própria, não adere à verdade,
mas se esforça por cumprir o que o único Deus lhe revela através dos ditames da
consciência reta e sincera. Deve-se acrescentar que quem se salva fora da
Igreja visível, salva-se por Cristo e pela Igreja Católica, mesmo que não
conheça Cris­to e a Igreja. Não há outro caminho de salvação senão Jesus Cristo
e seu Corpo Místico.

Fonte: 

Revista PERGUNTE E RESPONDEREMOS
D. Estevão Bettencourt, osb


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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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