quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Deus me ama, ele perdoa o meu pecado !



Não quero falar sobre a culpa, mas do sentimento de culpa. Se tiver pecado tenho que dizer: “Eu pequei, sou um pecador”. As culpas são realidades, realidades que não devem nos desencorajar, realidades que devem nos jogar ainda mais nas mãos de Deus, realidades que nos devem fazer encontrar o Cristo Salvador!

O problema maior, nos dias de hoje, é o sustentar que não precisamos de um Cristo Salvador, porque podemos nos salvar sozinhos. Esta é toda a teoria, ou a filosofia, podem chamá-la como quiserem, da Nova Era, que dizem não precisar mais do Salvador: “O Salvador sou eu, o Cristo está em mim!” Não se referem naturalmente ao Cristo, que mora em nós, o Cristo pessoal. Para eles, o Cristo seria aquela força, aquela energia que está em nós: “Tanto mais eu a descubro em mim, tanto mais ela sai de mim. Portanto, eu me transformo no Deus de mim mesmo, eu me transformo no Cristo”.
Como podemos ver aqui, temos alguma coisa que verdadeiramente está distorcendo e destruindo toda a nossa vida espiritual. Para eles, a vida espiritual consiste em fazer experiências espirituais, experiências feitas por eles mesmos. Ficando uma hora na frente de uma árvore, por exemplo, recebem a energia da árvore. Isso para eles é a experiência espiritual. Estamos sobre trilhos totalmente diferentes, portanto, podemos falar que a espiritualidade da Nova Era é provavelmente o inimigo mais sutil e mais sério da espiritualidade cristã dos nossos dias.

Desta forma não me referi às culpas, mas sim aos sentimentos de culpa. A realidade da culpa é aquilo que faz São Paulo falar: “Em mim existe uma lei que não me deixa fazer o bem que eu quero, mas me leva a fazer o mal”. Esta é a sua culpa! Os sentimentos de culpa, em vez disso, consistem em me fazer sentir culpado quando, na realidade, não o sou. Porém, eu digo a mim mesmo: “Deus perdoa o meu pecado, mas eu ainda vivo o meu pecado!” Aqui temos uma grande ferida psicológica.

Encontramos muitos fiéis com estes sentimentos de culpa que podem se transformar em escrúpulos, ou talvez em depressão, em obsessão: muitas vezes nos fixamos numa ideia. Fixamos a nossa atenção num ponto que é praticamente irreal, porque, se Deus me perdoa, eu já não sou culpado. O diabo fica certamente festejando quando acha uma fraqueza desse tipo no homem. Ele tenta e consegue, com certa facilidade, nos convencer de que Deus já não nos ama.

“Deus me ama!” Tudo começa daqui, a caminhada para a cura começa aqui. A caminhada não começa do falar: “Eu sou um pecador!”, mas do falar: “Deus me ama, Ele perdoa o meu pecado”.

Uma vez que Deus me ama, tento não pecar mais, porque o amor deve ser respondido com amor. Portanto, o início da caminhada está aqui: “Deus me ama!” Deus não é amor? Assim o define São João! Quando existe o senso de culpa é muito fácil que o inimigo entre de forma muito sutil para me atrapalhar e fazer com que eu pare de continuar na minha caminhada.


Frei Elias Vella, OFM Conv.

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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