quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Uma busca sem fim



A vida do ser humano foi revestida de um prazer incomensurável, que é o de ter parte na fantástica obra da criação. A nenhum outro ser visível foi comunicada tamanha honraria.  Essa existência humana tem um vínculo tão profundo com o Eterno e Amável Criador, que seu rompimento     deixa a mente humana na maior confusão e flutuando no abismo do nada. Nós precisamos de Deus, sob pena de não entendermos o sentido da vida.

Para o homem, sentir-se corresponsável pela saúde, pela sadia alimentação, pela educação das novas gerações, pela tecnologia, pela descoberta dos infinitos segredos da natureza, pela descoberta das leis da economia, é sentir-se valorizado.

Repito, isso causa no homem um enorme prazer, e um crescimento na autoestima. Não vamos, no entanto, nos entregar a delírios oníricos, fazendo crer que tudo é beleza pura. Não podemos esquecer a velha sabedoria bíblica que nos alerta sobre a dureza da vida. “No suor do rosto comerás o teu pão”  (Gn 3, 19).

Mas um âmbito, dentro do qual o homem se move com dificuldade, e às vezes até com incapacidade, é no reino da graça. Considerar a raça humana condenada a olhar o chão desta vida, é intolerável. Somos destinados a uma vida eterna, junto ao nosso bom Criador.

Como esse campo é um labirinto, o Pai nos enviou seu Filho Jesus Cristo como norte seguro para a nossa vida sobrenatural. Ele é o realizador de nossa salvação, o merecedor da ajuda divina. Não só isso. Ele ensinou, através de palavras e exemplos para que “aqueles que andam nas trevas, recebam a luz da vida” (Rom 2, 19).

Para consolidar sua obra deixou-nos dois maravilhosos presentes: o Espírito Santo, e a Santa Igreja. Embora reconheçamos que Deus se vale de outras denominações religiosas, para estender os benefícios de Cristo, o mundo haverá de reconhecer que a Igreja Católica é o verdadeiro Monte Sião, onde se reunirão todos os povos. Esta é a única organização deste mundo, que recebeu a garantia da perenidade, por parte de Cristo.

D. Aloísio Roque – Arcebispo de Uberaba

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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