sexta-feira, 16 de agosto de 2013

As redes Sociais




Estamos em plena caminhada no ano da juventude no Brasil, colhendo os frutos da Campanha da Fraternidade, cujo tema é a juventude e seus desafios. Também presenciamos a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. São muitas razões para acreditar na força da juventude e outras tantas para acreditar que os jovens bem formados são os responsáveis pelo futuro de nossa sociedade. Esta formação da juventude deve incluir os aspectos humanos, sociais, culturais, políticos, cívicos e, com certeza, religiosos. Nós, Jovens de Maria, passeamos por todos estes assuntos, e agora falaremos sobre as redes sociais.
Entre a nova geração, os já nascidos em tempos de internet, a maioria convive, se relaciona, estuda, paquera, trabalha, briga e se ama pelas redes sociais. Pela sua dinâmica difusa, atemporal e onipresente, as redes sociais são lugares de interação virtual, mas isso não quer dizer que são espaços irreais. Aqui o virtual não está em paradoxo com o real. As redes sociais são “realmente” espaços de relacionamento entre pessoas mediadas por aparatos tecnológicos e “virtualizadas” porque passam por estes meios.
Nas redes sociais, o jovem tem deixado impressos seus sonhos, ideais, desejos, frustações, medos e rancores. Nas redes sociais, no seu atual estágio, cabe de tudo e tudo pode ser usado contra ou favor das pessoas. O modo como usar estes espaços virtuais ainda não está completamente integrado na vida do jovem – há os que se expõe em demasia, aqueles que criam dependência das redes e mesmo aqueles que acabam por fazer das redes um espaço para práticas ilícitas.
O que fazemos das redes sociais e o que elas fazem de nós? Uma coisa é certa, cada recado ou foto que deixamos nas redes sociais são um espelho da nossa vida, e assim, por mecanismos complexos de programação, qualquer rede social é capaz de desenhar um perfil de personalidade com precisão que pode até mesmo assustar o próprio usuário. Por isso toda cautela com redes sociais ainda é pouca, considerando que o que publicamos nunca mais é apagado deste continente digital.
Existem pessoas que se decepcionaram com as redes de relacionamento e as abandonaram. Há quem nunca quis entrar nesta febre das amizades virtuais e também quem faz das redes um auxiliar poderoso para suas vidas profissional e pessoal. Há quem tenha se casado com pessoas que conheceram na internet, outros que tiveram sua intimidade vasculhada; há quem sofra preconceito e bullying, há quem tenha necessitado de internação psiquiatra porque se conectou de tal maneira que não conseguia mais voltar para o mundo da realidade. Onde está o limite e como estar nas redes sem que isso seja uma prática doentia? Como fazer desse instrumental um forma de interação, amizade, cultivo de valores e abertura ao mundo que nos rodeia?
Perguntas como estas e tantas outras ainda estão sem resposta definitiva, mas uma coisa é certa: como todo aparato tecnológico e conquista humana, é preciso ter juízo e critérios para o uso das redes sociais, para que o bem em potencial, que pertence ao meio, não se transforme em problemas para sua vida. Lembre-se: o que cai na rede na rede ficará guardado!

Pe. Evaldo - A12.com / adaptação: Anderson R.

Um comentário:

  1. Se utilizarmos da rede eticamente, como uma presença diante de uma pessoa amiga, querida, conhecida ou não, provavelmente de nada teremos que nos arrepender. Bom senso e equilíbrio deve ser a meta.
    Abraço, Célia.

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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