sábado, 8 de junho de 2013

São Vidas



Chegara o momento

Ainda que obscuramente surgira

Homens e mulheres depositavam-se

Na esperança de um novo amanhecer

Longe das sutilezas inerentes aos amantes

Que fingem... Não se amam... Não são amados

No deposito humano escolhem-se e são descartados

Permitem-se aos desmandos indecentes

Violentam-se na maior das promiscuidades

Do lixo alimentam-se

No lixo adormecem

No lixo nascem

No lixo morrem

E a ninguém fazem falta

Em uma cama

Em uma mesa

Em um lar

Tudo inexistente

Em decúbito se esvaem

Grafites de pessoas apenas

Nada mais.


Célia Rangel

2 comentários:

  1. Que gentileza, amigo Anderson! Esse é um poema que meu interior 'grita' com tantas injustiças sociais, desigualdades humanas que nós promovemos... Obrigada pelo carinho ao publicá-lo em seu blog!
    Abraço, Célia.

    ResponderExcluir

"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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