domingo, 10 de fevereiro de 2013

Sentido completo da Lei: o amor



Evangelho: Mt 5,17-19

- Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei - nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem obedecer à Lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado grande no Reino do Céu.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto.
Os mandamentos da Lei de Deus tem um único objetivo: valorizar a vida. Parecem proibições, mas são propostas de vida. Jesus afirma que não veio destruir a Lei, mas dar-lhe o sentido completo de vida. Ou seja, a Lei de Deus é fundamento e inspiração para a justiça e a misericórdia. Jesus resume a lei em dois mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como vivo a Lei de Deus? Você se recorda dos 10 Mandamentos? Vale recordá-los:
1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
2. Não tomar seu santo nome em vão.
3. Guardar domingos e festas.
4. Honrar pai e mãe.
5. Não matar.
6. Não pecar contra a castidade (fidelidade).
7. Não furtar.
8. Não levantar falso testemunho.
9. Não desejar a mulher do próximo.
10. Não cobiçar as coisas alheias.
Recordamos ainda, os Bispos que, na Conferência de Aparecida, disseram sobre o discípulo: "Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: "Amem-se uns aos outros, como eu os amei" (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de
caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, "todos reconhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13,35)." (DA 138)
Como vivo o mandamento do amor?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com todos os cristãos, a Oração da Campanha da Fraternidade
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sou uma pessoa convocada pela Palavra do Evangelho a viver integralmente a Lei que Jesus Cristo resumiu no amor. Assim posso viver o dia de hoje e todos os outros.

Reflexão:
Mateus escreve para comunidades de judeo-cristãos. Aí se encontravam discípulos oriundos do Judaísmo e do mundo gentílico. Mateus busca a visão conciliadora entre ambos. Os discípulos oriundos do Judaísmo, dominados pela ideologia do messias davídico que haveria de vir, glorioso e poderoso, fizeram uma inculturação de Jesus de Nazaré nos moldes de sua cultura religiosa. Contudo, na comunidade havia aqueles que criam que Jesus viera para "abolir (kataluô, no grego) a Lei e os Profetas". O próprio João Batista já significara uma ruptura com a Lei e o Templo. Nas comunidades circulava a tradição da parábola de Jesus sobre a impossibilidade de colocar
remendo novo em pano velho. Eram também guardadas as palavras de Jesus, no fim de seu ministério, sobre a demolição (kataluô) do Templo. Aqui, além do prenúncio histórico, pode-se perceber a alusão à demolição, pedra
sobre pedra, da ideologia do Templo arraigada na mente dos discípulos.
A menção da Lei e dos mandamentos do Reino, nesta passagem, é uma introdução às seis antíteses entre a Lei e o Reino de Deus, que se seguirão: "Ouvistes que foi dito aos antigos [.]. Eu porém vos digo [.]".

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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