quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Papado de Bento XVI


Bento 16 será recordado por sua defesa da ortodoxia católica e por exercer seu cargo à frente da Igreja Católica como um tradicionalista que tentou reconciliar o mundo da fé e da razão, em uma Igreja confrontada com inúmeros escândalos, principalmente os casos de pedofilia de envolvendo seus padres. Nesta foto, ele fez a primeira aparição pública após o anúncio da renúncia e é ovacionado pelos fiéis




O teólogo alemão Joseph Ratzinger, que adotou o nome de Bento 16 depois de assumir o papado em 2005, havia presidido por quase 25 anos, a partir de 1981, a célebre Congregação para a Doutrina da Fé, antigamente chamada de Santo Ofício da Inquisição





Bento 16 assumiu o comando da Igreja Católica após João Paulo II, dono de um dos pontificados mais longos e carismáticos da história.


Assim que assumiu o posto, se viu na missão de defender a instituição religiosa, que passava por uma profunda crise provocada pelas revelações e denúncias em inúmeros países contra religiosos que cometeram durante décadas abusos sexuais com menores.




A crise o levou em várias ocasiões a expressar um perdão público às vítimas desses crimes. Ele ainda chegou a reconhecer que a maior perseguição que sofria a Igreja não vinha de seus "inimigos externos" e sim de seus "próprios pecados".




Várias polêmicas explodiram no início de seu papado. A primeira em setembro de 2006, quando vinculou durante uma dissertação na Universidade Ratisbonne a fé muçulmana com a violência, o que gerou uma onda de protestos violentos nos países islâmicos.

Como papa, negou qualquer modificação nas posturas tradicionais da Igreja em termos de aborto, eutanásia, divórcio e homossexualidade, mas admitiu o uso do preservativo em casos específicos, no caso para evitar a propagação da Aids.




O Papa visitou a América do Sul duas vezes. O Brasil, por sua vez, recebeu Bento 16 em maio de 2007, quando o representante da Igreja assistiu a assembleia-geral da Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe (Celam), celebrada em Aparecida, São Paulo.



Várias polêmicas explodiram no início de seu papado. A primeira em setembro de 2006, quando vinculou durante uma dissertação na Universidade Ratisbonne a fé muçulmana com a violência, o que gerou uma onda de protestos violentos nos países islâmicos.


Em janeiro de 2009, suspendeu a excomunhão de quatro bispos integristas do movimento ultraconservador de Marcel Lefebvre, entre eles o britânico Richard Williamson, que nega a existência do Holocausto nazista.



Entre 2007 e 2012 publicou três livros sobre a vida de Jesus, a partir de dados fundamentais oferecidos nos Evangelhos e em outros escritos do Novo Testamento.
  

Já em 2012, se viu confrontado com os vazamentos de documentos confidenciais, que levou à prisão de seu próprio mordomo, Paolo Gabriele.

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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