terça-feira, 18 de setembro de 2012

Paradigma


Eu me recordo de uma mudança de paradigma que me aconteceu em uma
manhã de
domingo, no metrô.
As pessoas estavam calmamente sentadas, lendo jornais, divagando,
descansando
com os olhos semicerrados.
Era uma cena calma, tranqüila.
Subitamente um homem entrou no vagão do metrô com os filhos.
As crianças faziam algazarra e se comportavam mal, de modo que o
clima mudou
instantaneamente.
O homem sentou-se a meu lado e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.
As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam coisas e
chegavam até a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.
Mesmo assim o homem a meu lado não fazia nada.
Ficou impossível evitar a irritação.
Eu não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito sem tomar uma atitude.
Dava para perceber facilmente que as demais pessoas estavam irritadas também.
A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, virei para ele e disse:
- Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas.
- Será que não poderia dar um jeito neles?
O homem olhou para mim, como se estivesse tomando consciência da
situação naquele exato momento, e disse calmamente:
- Sim, creio que o senhor tem razão.
Acho que deveria fazer alguma coisa.
Acabamos de sair do hospital,
onde a mãe deles morreu há uma hora.
Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não conseguem lidar
com isso.
Podem imaginar o que senti naquele momento?
Meu paradigma mudou.
De repente, eu vi as coisas de um modo diferente, e como eu estava
vendo as
coisas
de outro modo,
eu pensava,
sentia
e agia de um jeito diferente.
Minha irritação desapareceu.
Não precisava mais controlar minha atitude ou meu comportamento,
meu coração ficou inundado
com o sofrimento daquele homem.
Os sentimentos de compaixão e solidariedade fluíram livremente.
- Sua esposa acabou de morrer? Sinto Muito.
- Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar em alguma coisa?
Tudo mudou naquele momento.
Muita gente passa por uma experiência fundamental similar de mudança
no pensamento quando enfrenta uma crise séria, encarando suas
prioridades sob nova luz.
Isso também acontece quando as pessoas assumem repentinamente novos
papéis, como:
marido, esposa, pai, mãe, avô, avó, gerente ou líder.

Steven R. Covey

Um comentário:

  1. Buen día Anderson,leía y pensaba que a veces cuando un niño se comporta mal,inquieto, hasta agresivo es porque tiene un problema en su corazoncito que no sabe como resolver,nosotros los adultos debemos siempre mirarlo con amor y acercarnos con cariño quiza lo que necesitan es simplemente...afecto.
    Hermosa entrada,un abrazo en Cristo.

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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