quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um Espada para Cristo: As Cruzadas ( Parte III )


O Gosto pela aventura, isto é a necessidade de sair de um universo estreito como estava ficando a Europa e a eterna miragem das lendas das terras orientais repletas de belas princesas.
Por fim, que balanço podemos fazer das Cruzadas, especialmente das primeiras expedições?
É verdade que nenhum dos principais objetivos iniciais foi alcançado: nem a Terra Santa foi afinal libertada,
embora os cristãos pudessem novamente visitá-la, nem as relações com a Igreja do Oriente, entre o papado e o imperador bizantino melhoraram,
ao menos não com Urbano II desejava.
Daniel-Rops arrisca uma conclusão: "A Cruzada permitiu mais do que qualquer outro acontecimento da história medieval, que a cristandade tomasse consciência da sua unidade", além disso as Cruzadas ofereceram uma oportunidade única, mesmo que por caminhos tortuosos na maiorias das vezes, de o Ocidente e o Oriente se conhecerem melhor, seja em suas luzes, seja em suas sombras.
Quanto a imagem emblemática do livro do Apocalipse Inglês, bem provável que o Cristo até quisesse se pronunciar sobre tudo aquilo, mas é difícil falar com uma espada entre os dentes...

Frei Ângelo de Siqueira - Revista o Mensageiro de Santo Antônio

Um comentário:

  1. Pois então, Anderson... esse conhecimento, essa interrelação entre nós, representantes da "cristandade na terra" é que analiso como algo muito distante, infelizmente. Teorizamos, mas nem sempre praticamos! Seus textos sempre esclarecedores, parabéns! Abraço, Célia.

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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