terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Um Espada para Cristo: As Cruzadas (Parte I)

Durante dois mil anos, os cristãos buscaram um “rosto“ para Jesus Cristo, ou, se assim preferirmos, buscaram a melhor maneira de representá-lo artisticamente.
Não é de se espantar que esses “rostos” de alguma forma tivessem de se adequarão “espírito” da época em que foram imaginados e produzidos, expressando assim, seus anseios mais profundos.
Talvez uma dessas representações de Cristo que mais ilustrem as inquietações de uma sociedade descanse, em forma de miniatura, em uma das páginas de um livro do Apocalipse Inglês, datado do século XIV. A cena impressionava: Jesus estava montado em um cavalo de batalha retendo uma espada entre os dentes e um livro nas mãos; atrás dele, cavaleiros ingleses seguem-no para uma cruzada na Terra Santa.
Mas, por que Cristo decidiu pegar em armas?
Ou melhor, por que era preciso dar-lhe uma espada?
A resposta, ao menos para os homens do séculos XI ao XVI, era simples: porque era a vontade de Deus de libertar o lugar onde Jesus tinha vivido e sido sepultado, Jerusalém.
Mas o que era Jerusalém dois mil anos atrás?
Jerusalém era uma cidade real, situada no centro do mundo, estava agora sendo cativa de seus inimigos, escravizada por ritos pagãos, por um povo que não conhece Deus.
Portanto, a cidade exige e deseja tornar-se livres, chamando incessantemente para virem socorrê-la.
Em 1084, Alexius I, o imperador bizantino, enviou um mensageiro ao então Papa Urbano II, com o pedido de ajuda. A Cristandade do Oriente via-se ameaçada pelas investidas dos exércitos muçulmanos que visavam expandir territorialmente seu poder e sua cultura.
É equivocado dizer que esse foi o principal motivo que engendrou o movimento cruzadista, mas era oportunidade excelente que o Papa Urbano II não deixaria passar.
Embora a Resposta do Papa viesse 10 anos depois, este tempo serviu para amadurecer seus planos e suas estratégias.
A resposta ao imperador Alexius I veio no dia 18 de novembro de 1095, reunidos em concílio , todos os presentes ficaram espantados e eufóricos quando no décimo dia de concílio o Papa, levantou-se de seu trono e convocou com palavras inflamadas os cristãos para que pegassem em armas: " Homens de Deus, homens eleitos e abençoados, uni as vossas forças! Tomai o caminho do Santo Sepulcro, certos da Glória imperecível que vos espera no reino de Deus. Que cada um renuncia a si mesmo e tome a sua Cruz!"

Confira a Continuação, na nossa próxima postagem!

Frei Angêlo de Siqueira -  Historiador
Fonte: Revista O mensageiro de Santo Antônio - Julho/ Agosto de 2011

2 comentários:

  1. Reclamamos da nossa cruz, não é Anderson... mas se voltarmos nosso olhar... veremos o quanto somos abençoados! Abraço, Célia.

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  2. Olá....Passando para dar um oi e dizer que tem um selinho para vc lá no meu blog, Meu 1º selinho...bj Abraços Fraternos!!!

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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