segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Ponte de Madeira

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. 
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. 
O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. 
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. 
- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho?
 É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá- lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta. 
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam ai. 
Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. 
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. 
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse. 
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você. E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

Autor desconhecido

Um comentário:

  1. Derrubar muros, espaços limitados e construir pontes... exemplos vivos de Cristo entre nós, quando de sua passagem na terra! Linda mensagem, Anderson!
    Abraço e orações, Célia.

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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