sábado, 19 de novembro de 2011

O Grande Valor da Comunhão Espiritual

A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que levam a uma íntima união com Cristo. Jesus não deixará de lhe conceder Suas copiosas bênçãos.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, mas podem recebê-la espiritualmente. Na hora santa ou quando entrar numa igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, e até mesmo nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida, reze: "Senhor, que de Vós jamais me aparte" (Jo 6,35), pois "Quem come deste pão viverá eternamente" (Jo 6,58).
No dia de hoje, faça com frequência a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus. Ela é e pode ser até o único meio de união e intimidade com o Senhor para quem não guardou uma hora de jejum eucarístico ou para aqueles que vivem numa situação de irregularidade perante a Igreja, ou até para quem pratica outra religião.

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual . Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer esse tipo de comunhão.

Nos Documentos da Igreja, um dos melhores meios para que os divorciados recasados possam participar ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

"A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, pode e deve ser, em maior medida, promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente. Isso para servir de verdadeiro conforto aos que não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo por diferentes razões.
Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos – afirmam os bispos do Sínodo - a tristeza daqueles que não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar não conforme com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9).
Alguns divorciados, que voltaram a se casar, aceitam com sofrimento não poder receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo que na irregularidade da sua situação (cf. CIC 2384), essas pessoas não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos a eles que participem na Santa Missa dominical e se dediquem assiduamente à escuta da Palavra do Senhor para que ela possa alimentar a sua vida de fé, de caridade e partilha" (Mensagem da XI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos).

A Exortação Apostólica  “Sacramentum caritatis”, confirma: “Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada pelo saudoso João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual”

O valor da comunhão espiritual como caminho extrassacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja “com firme confiança crê que, mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação, se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84”
Os casais em segunda união são aconselhados a fazer a comunhão espiritual na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor forem tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.

Padre Luciano Scampini - Paróquia N. S. Aparecida- Campo Grande (MS)
Adaptação: Anderson Ribeiro

3 comentários:

  1. Gostei imenso por ser bastante esclarecedor. Grande abraço!

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  2. Como disse a leitora acima, o texto é realmente muito esclarecedor caro Anderson. Eu não tinha o conhecimento que passei a ter agora da Comunhão Espiritual. Esse post presta um serviço aos cristãos, trazendo-nos à luz, essa prática da Comunhão Espiritual que como expresso no texto, "se sua fé e amor forem tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual". Ultimamente tenho me preocupado demais com a situação que estamos nos deparando nas nossa igrejas, onde se observa que sempre as filas da comunhão são imensamente maiores que as da confissão. Esse texto veio me trazer ao conhecimento a Comunhão Espiritual (como sou ignorante, não conhecia essa possibilidade maravilhosa) pelo que agradeço ao seu trabalho incansável Anderson. Obrigado. P.S.: Acho que a igreja, através dos padres, diáconos, bispos e etc deveria falar mais aos fiéis da Comunhão Espiritual.

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  3. Olá Anderson, estou preenchendo as listas da parceria corrente de divulgação. Enviei um e-mail para voce. Super abraço e até breve.

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"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros,
Que o sol brilhe cálido sobre sua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão"

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