quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Orientações para o uso de data-show nas celebrações


As orientações estão embasadas em reflexões da própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de 2010. Em nenhum momento se desconsidera os pontos positivos sobre o uso do data-show, mas a centralidade do mistério Pascal de Cristo na celebração, o qual se desdobra nas mesas da Palavra e da Eucaristia, não pode ser perdida. 
Assim, as orientações apresentadas são:
- Como já foi afirmado anteriormente, sabendo da centralidade de Cristo e seu mistério na celebração litúrgica, e sabendo que a ação principal da liturgia desdobra-se nas mesas da Palavra e da Eucaristia, para as quais devem estar voltados os olhares de todos os participantes da celebração (presidente, concelebrantes, ministros, fiéis), a apresentação de slides a ser utilizada no projetor multimídia (data-show) deve ser a mais simples possível. Neste sentido, orienta-se a compilar a apresentação de slides em fundo branco ou preto (e não sobre cores, o que facilmente distrai a assembleia), e fonte de cor branca ou preta, de acordo com o fundo. 
- Sejam expostas apenas as letras dos cantos a serem executados na celebração. Caso os cantos sejam conhecidos da grande maioria da assembleia, evite-se colocar suas letras na apresentação, de tal modo que os participantes possam cantar com os olhos e o coração voltados para o altar. 
- Seria interessante que as partes fixas da missa (ato penitencial, glória, santo e cordeiro) não tivessem suas letras na apresentação de slides, uma vez que, sendo partes fixas da missa, suas letras não mudam e já são conhecidas de todos os fiéis. Aqui, vale ressaltar que existem orientações para que os grupos de canto sejam fiéis aos textos litúrgicos, evitando cantar atos penitenciais, glórias, santos e cordeiros que não fazem parte da liturgia. É preciso bom senso. 
- Orienta-se a não colocar na apresentação de slides as orações da missa (oração da coleta, pós-comunhão, prefácio e oração eucarística), leituras, salmos, evangelho, respostas da oração dos fiéis, aclamações da Oração Eucarística e outros textos. Como já afirmado anteriormente, apenas os cantos a serem cantados e cuja letra é desconhecida dos fiéis.  
- Orienta-se a não colocar na apresentação de slides desenhos, fotos, figuras ou vídeos, uma vez que facilmente tiram a atenção da assembleia orante.
- Não sejam colocadas propagandas ou anúncios de eventos da paróquia nos slides durante a celebração. Reserve tais anúncios para o final da celebração, de modo que o presidente ou outra pessoa apresente os avisos, de forma oral. Em hipótese alguma os slides devem servir de outdoor de propagandas.
- O responsável pela preparação da apresentação de slides esteja em profunda comunhão com a equipe de canto, para que não ocorram desencontros e seja cantada uma música cuja letra é diferente da exposta na apresentação de slides.
- Orienta-se o responsável pela execução da apresentação a não realizar correção de slides durante a celebração, o que também aumenta a distração da assembleia orante. Antes da celebração, deve ser feita uma boa correção ortográfica e de conteúdo, para que a apresentação seja digna e respeite o espírito da liturgia.  
- Havendo necessidade, seja entregue aos ministros do altar uma folha contendo os cantos, para que não aconteça de os mesmos ficarem a celebração toda com a cabeça voltada para o telão com os slides, deixando de voltar-se para o altar, centro do espaço e da ação litúrgica.  
- Nas Igrejas onde o projetor multimídia (data-show) não é fixo, organize-se de tal modo que a fiação e os cabos não interfiram na estética do espaço litúrgico.  
- Orienta-se a não utilizar efeitos de transição na apresentação de slides, para que não ocorra a distração da assembleia devido a esses efeitos.
- Orienta-se a não projetar imagens ou vídeos durante a homilia e oração eucarística.  

Fonte: Arquidiocese de Pouso Alegre


CNBB define tema da Campanha da Fraternidade de 2019

Os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheram, na manhã desta quarta-feira, 09, o tema da Campanha da Fraternidade 2019. Após empate com outra proposta, foi escolhido – por seis votos a quatro – o tema “Fraternidade e políticas públicas”.
A discussão a respeito da questão foi iniciada na manhã de ontem, logo no início da reunião do Conselho. A partir de 98 sugestões, enviadas por dioceses, regionais e órgãos governamentais, entre eles a Polícia Rodoviária Federal, os bispos chegaram a sete eixos temáticos postos em votação hoje: políticas públicas, trânsito, comunicação, família, educação, direitos humanos e fraternidade.
Após retomarem o debate e destacarem elementos importantes relacionados a cada temática, além da pertinência da reflexão no contexto social do Brasil, os bispos propuseram o título completo do tema para votação. Receberam votos as seguintes indicações: “Fraternidade e política públicas”, “Fraternidade: políticas públicas e direitos humanos” e “Trânsito: respeito à vida”.
A proposta vencedora ganhou peso com argumentos que destacavam que “políticas públicas” é um tema mais abrangente e envolve todas outras propostas apreciadas pelos membros do conselho, como direitos humanos e sociais, família, educação, trânsito e comunicação.


Com informações da CNBB
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